Traverse (Setor Babel)
IV
Montanha: Paredão da Vila Cristina
Cadastrada por: Luciano Bender, em 01-03-2025 às 17:39
Modalidade: tradicional
Tipo de via: principal
Face: norte
Tipo de escalada predominante: fissura
Extensão: 52 metros
Descrição: Via com 2 enfiadas, em proteção mista - parada P1 mista com 1 chapeleta, parada P2 com duas proteções rapeláveis.
A trilha para chegar à via é do Setor Babel, uns 50 metros antes da bifurcação onde se pode deixar o carro. Ao entrar na trilha, siga uma cerca de arame que vai subindo em direção às paredes. Na base das primeiras pedras, siga costeando para a direita por uns 100m até a entrada de um córrego seco. Ali já se avistam as paredes grandes à direita. Vá costeando pela esquerda das paredes, passando perto das bases das vias "Acupuntura", "Anaconda" e "Fenda de Babel". Dali, uma travessia à esquerda pelo mato (40m) até chegar ao bloco de rocha onde se encontra a via Rampinha. Siga costeando a base da pedra e suba por um trepa-mato até a base do início da fenda.
1ª enfiada: segue por uns 27m em travessia usando as peças maiores para proteger. Chega a passar por dentro da fenda, quase uma chaminé, para proteger nuns blocos soltos. Seguindo, encontrará uma chapeleta PinGo onde se poderá montar a parada equalizada com um Friend # 3 no teto e uma fita longa.
2ª enfiada: mais 25m em travessia, agora com a fenda mais definida e estreita. Dá para proteger melhor e seguir contemplando a escalada de aderência até chegar à parada dupla do final da via, com uma PinGo e outra chapeleta com malha e corrente.
Descida: rapel de 25m reto passando ao lado de algumas proteções do início da via "Rampinha".
Histórico da conquista, por Juliano Perozzo:
"Ainda no tempo da conquista da Rampinha (2016), havia subido a trilha até a saída da via e ficado com o desejo fazer esta travessia, realizada entre as 15h e as 19h em 29 de fevereiro de 2020, com a parceria do amigo e escalador Maikon Vieira. A trilha é íngreme e as mochilas da conquista pesadas, levamos 30 minutos ou mais para chegar na base da via. O Maikon ficou na sombra fazendo a segurança na primeira enfiada de corda e dando apoio na logística através da corda retinida. Na entrada da fenda foram as duas maiores peças. Logo estava dentro da chaminé horizontal para proteger junto a uns blocos soltos, os dois dentes da boca do monstro (ver foto). Ali dentro, uma viscosidade diferente na rocha, aveludada, escorregadia, esbranquiçada, com uma poeira de mil anos e um cheiro incomum. Fiquei ali somente o tempo suficiente para proteger entre um “dente frouxo” e o beiço de cima da chaminé. A esta altura o sol estava torrando os pés e desescalei até um platô atrás de uma micro sombra para os pés. Aproveitei para rebocar os materiais de furação pois definimos a parada para uns dez metros adiante, onde cheguei facilmente. Uma chapa pingo equalizada com um friend 3 num platô agradável. A segunda enfiada de corda foi um pouco mais rápida, o sol mais ameno, fenda mais estreita onde cabiam várias peças, um pouco de aderência e logo se chega ao lado de bloco suspeito, com som de oco, onde montamos a parada dupla. Platô confortável, visual fantástico e rapel tranquilo, bem retinho. A trilha de descida continuou forte, o peso pouco mudou, mas a sensação era agradável, talvez a tal da endorfina. Utilizei rack de 9 friends de #0,75 a camalot #4, excentrics #9 ao 11, jogo de nuts, costuras."
Fonte: https://sites.google.com/view/paredaodavilacristina/setor-babel
Data da conquista: 29/02/2020